Neste texto os autores fazem uma reflexão profunda sobre as estéticas das artes e dos meios hipermidiáticos e nossa compreenssão acerca dos conceitos de estética e imersão.
Uma obra de arte possui uma verdade que é dela, nós devemos imergir na obra, circular em torno dela para captar a verdade implicita, e isto depende muito da nossa experiência estética.
A estética é o estudo das condições e dos efeitos das criações dos artistas, embora a arte seja produto de um mundo e reflita sobre este mundo.
Quando contemplamos uma obra de arte estamos imergindo e jogando com a obra de arte, na mesma medida que a arte se propõe a jogar conosco. Cada um de nós tem uma experiência estética diferente dependendo da complexidade da obra, uma obra simples nos leva a uma experiência simples uma obra complexa nos leva a uma experiência mais interessante e mais envolvente.
Ao transportarmos este conceito para os meios hipermidiáticos percebemos a importância de desenvolver sistemas interessantes e atrativos. Os recursos disponibilizados pelos sistemas são vastos e nos permitem criar sistemas muito interessantes e complexos.
Quando um sistema hipermidiático for muito simples, o espectador logo perde o interesse pelo mesmo e o abandona.Se um sistema tiver um bom nível de complexidade e ambiguidade ele se torna interessante e passa a ter o grau de estética elevado.
Bibliografia: (BAIRON, Sérgio; PETRY, Luis Carlos. Tempo, compreensão e imersão. IN Psicanálise e história da cultura. Caxias do sul: EDUCS; São Paulo: Mackenzie, 2000)