Posted by: gluedtke | October 16, 2007

O mundo codificado. Funcionamento e experiência estética com aparelhos

No texto o mundo codificado do livro com o mesmo nome Vilém Flusser faz uma análise das transformações que ocorreram e continuam acontecendo com a humanidade em virtude dos códigos de comunicação usados.
Desde os tempos mais remotos a humanidade sentiu a necessidade de se comunicar e de registrar o seu legado para as gerações futuras. Para isso o homen desenvolveu símbolos e códigos através dos quais pudesse expressar os seus desejos e inspirações. Inicialmente na forma de imagens e simbolos primitivos, posteriormente ele foi aprimorando o seu método de comunicação até chegar na linguagem escrita linearmente.
A linguagem grafada na forma de simbolos lineares (letras e números) foi um marco importante para a humanidade, porém colaborou em parte para a segregação social, já que para interpretar esta forma de comunicação era necessário aprender a decodificar esta forma de comunicação.

Mas com o advento da fotografia, da televisão, do cinema e da internet estamos retornando a uma forma de comunicação baseada em imagens. Com isso a escrita deixa de ser o principal meio de comunicação em detrimento das imagens que muitas vezes falam por si só.
Porém ainda há muito o que aprender com estas novas tecnologias áudiovisuais, ainda estamos aprendendo como fotografar, como fazer produção de vídeo e como fazer cinema.
Aproveitando o gancho, já que estamos falando de imagens, vou introduzir o tema “funcionamento e experiência estética com aparelhos”  baseado em textos do livro “Filosofia da Caixa Preta” do Filósofo Vilém Flusser.
O filósofo faz uma análise do comportamento do homen frente aos aparelhos fotográficos e o que acontece como resultado desta experiência já que os aparelhos são resultado da programação feita por homens.
A máquina fotográfica possui um programa e um conjunto de mecanismos capaz de registrar, armazenar e reproduzir as imagens. O funcionário do aparelho (fotógrafo) é um caçador de imagens, antes de fotografar um objeto, uma paisagem ou pessoas ele primeiramente constrói a imagem na sua mente e baseado nesta imagem mentalmente construída ele faz com que o aparelho (máquina fotográfica) capture e transforme a imagem desejada.
Porém a experiência estética pode ser tão interessante quanto mais complexo for o programa e da capacidade do fotógrafo de explorar todas as potencialidades do programa instalado no aparelho.
Para Arlindo Machado as possibilidades no uso do programa da máquina fotográfica são infinitas, haja visto que nestes 150 anos de existência da fotografia ainda não se conseguiu atingir o limite das potencialidades existentes nas máquinas fotográficas.

Referências Bibliográficas: (Flusser, Vilém. Filosofia da caixa preta. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.Flusser, Vilém. O mundo codificado:  por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007.Machado Arlindo. Repensando Flusser e as imagens técnicas.

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